Representação da Mulher Brasileira do Século XIX em “Triste Fim de Policarpo Quaresma” de Lima Barreto é tema de projeto no Integra UFMS

Postado por: GABRIEL NERI GONÇALVES DE MATOS

Afonso Henriques de Lima Barreto, popularmente conhecido apenas como Lima Barreto, foi um dos mais célebres escritores brasileiros do pré-modernismo. Dentre suas obras, pode-se considerar Triste Fim de Policarpo Quaresma como seu mais famoso romance, com data da primeira publicação marcada em 1915. A obra traz três personagens femininas marcantes mostrando a imagem da mulher na sociedade do século XIX. Esse é o objeto do estudo realizado por Gabriela Fontes Gonçalves e José Alonso Tôrres Freire, os alunos analisam as vidas, características das mulheres e o que elas representavam no meio em que estavam inseridas no projeto “Três mulheres em ‘Triste fim de Policarpo Quaresma’”.

Livro ‘Triste Fim de Policarpo Quaresma’ e carta fictícia de personagem

A história narra a jornada de Major Quaresma, nacionalista fanático que tem como principal objetivo fazer do Brasil referência internacional. O personagem vive em meio à sociedade carioca e diversas figuras curiosas são apresentadas ao longo da narrativa e dentre elas, Ismênia, Olga e Adelaide chamam a atenção do leitor, mesmo que vivam em realidades totalmente diferentes.

A figura masculina também tem grande relevância nas jornadas das moças, estando fortemente presente e influente. Ismênia, jovem e de delicados traços, tem um fim trágico após sofrer com a necessidade de um marido, que para ela representa todo o propósito da vida. Adelaide, por sua vez, tem também grande carência de um homem em seu lar, porém, no lugar de um marido, se encontram o já falecido pai e irmão, de quem ela depende e cuida. E Olga, afilhada de Policarpo, acaba casando-se por influência, mas segue independente mesmo após o casamento.

As três personagens descritas brevemente são material de estudo acerca da representação feminina no século XIX, através de pesquisas e comparações com outras mulheres fictícias de mesmo autor.

Texto e foto: Julia Novaes Fernandes Coutinho – Repórter Júnior

Compartilhe:
Veja também