Estudo feito por aluna de MS aponta importância do combate ao bullying e ao preconceito no ambiente escolar
Pesquisa em escola de Campo Grande revela que estudantes ainda confundem bullying com preconceito
Uma pesquisa realizada na Escola Estadual Waldemir Barros da Silva, em Campo Grande, investigou como os estudantes compreendem o bullying e o preconceito no ambiente escolar. O estudo identificou que, apesar de a maioria afirmar conhecer os conceitos, ainda existem dúvidas sobre as diferenças entre essas formas de violência e discriminação.
O projeto “Combate ao Bullying e ao Preconceito no Ambiente Escolar” foi desenvolvido por Maria Vitória Bernardino, sob orientação do professor Wellington Miarro Ferreira. A pesquisa ouviu, de forma voluntária e anônima, 29 estudantes, buscando compreender suas percepções e experiências relacionadas à convivência escolar.
Os resultados apontaram que 97% dos participantes afirmaram saber o que é bullying, enquanto cerca de 31% demonstraram confusão entre bullying e preconceito. Além disso, 96,6% disseram já ter presenciado situações de preconceito ou discriminação, e todos os participantes consideraram o racismo um problema atual.
Entre os tipos de bullying mencionados, o verbal foi o mais citado, representando 44,8% das respostas. O levantamento também identificou a necessidade de ampliar o conhecimento sobre outras formas de violência, incluindo as manifestações psicológicas, sociais e virtuais, que podem passar despercebidas no cotidiano escolar.
A pesquisa também destacou sugestões dos próprios estudantes para combater o problema, como promover o respeito, a empatia, o diálogo e a inclusão. Palestras, campanhas educativas e incentivo à denúncia de situações de violência foram algumas das medidas apontadas para melhorar a convivência entre os alunos.
Como resultado, o projeto deu origem a uma cartilha educativa, disponibilizada por meio de um QR Code apresentado no estande. O material reúne informações sobre bullying e preconceito e busca orientar os estudantes sobre a importância de reconhecer essas situações e contribuir para sua prevenção.
A iniciativa reforça o papel da escola na promoção de uma cultura de paz e no combate à discriminação. A proposta é ampliar as ações educativas por meio de rodas de conversa, palestras e campanhas permanentes, incentivando uma convivência escolar mais respeitosa, inclusiva e segura.
Texto e foto: Repórter Júnior Maicon de Souza

