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Inclusão digital na terceira idade inspira projeto apresentado no Integra UFMS

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A tecnologia e a comunicação estão praticamente interligadas no mundo contemporâneo, dessa forma, as velocidades de funcionamento de nossas relações desencadeiam um certo preconceito ligado a idade. Visto isso, a pesquisa de Azriel Cancian Nepomuceno de Almeida, graduando em fisioterapia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), orientado pela Professora Dra. Suzi Rosa Miziara Barbosa analisa a velhice e a construção do domínio da tecnologia como alternativa na diminuição de doenças. O universitário Arzriel já participa de projetos de extensão que focam na assistência à pessoa idosa, como envelhecimento saudável e Universidade da maturidade: UFMS aberta a pessoa idosa (UNAPI/UFMS). Por isso, com tal experiência a proposta do trabalho objetivou o desenvolvimento na inclusão digital de idosos pelo domínio das tecnologias, como treino cognitivo. A velhice é um processo de experiência individual e recebe influências de vários aspectos que, infelizmente, comprometem o bom funcionamento de todas as áreas do corpo, cujo destaque do projeto se dá justamente no declínio da capacidade cognitiva (DCC). Os encontros de orientação e explicação foram feitos via Google meet e WhatsApp, estimulando o uso dos meios tecnológicos como veículos de conhecimento. Segundo relatos das idosas participantes do trabalho, foram enviadas atividades populares como cruzadinha e caça-palavras que lembravam o tempo de escola. A iniciativa de inclusão digital na terceira idade promoveu inúmeros benefícios, como o engajamento com as atividades que contribuiu na saúde mental e raciocínio lógico, além de ocupar o tempo ocioso com a mente ativa e extrema motivação. Texto e foto: Mariana Azevedo – Repórter Júnior


Carne artificial: Projeto apresentado no Integra UFMS aponta quais os benefícios dessa inovação

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A carne artificial é um alimento inovador que gera algumas melhorias para o meio ambiente e também à população. A produção desse tipo de carne é produzida dentro de laboratório, mas você sabe através de que? É feita a partir de músculos coletados do animal que são extraídos para formar por fim as fibras musculares (células que constituem os músculos) e é esse o assunto abordado no projeto apresentado durante o Integra UFMS 2021 “Fatores relevantes para o consumo de alimentos inovadores: o caso da carne artificial’ feito pelos alunos Felipe Quevedo Pires de Oliveira e Silva e Jéssica Beatriz Pereira. O projeto relata que com o objetivo de diminuir os impactos ambientais e promover o bem-estar animal, foi criado esse tipo de alimento que promove menos danos do que a produção de carne vinda do animal, a “carne normal” e que é o caso de emissão de gases pois esses animais liberam grande quantidade de gás metano. Foi feita uma pesquisa para o projeto, que obteve 264 respostas, em que muitas pessoas alegaram não conhecer o alimento mas concordam com o fato de o alimento dar sustentabilidade ambiental. Alguns não consideraram a carne como muito natural e outros disseram ter medo de consumir o alimento nunca antes consumido, entre outras opiniões. Posteriormente foi concluído que as pessoas que tinham vontade de comprar a carne artificial representavam 42,6% dos entrevistados e os que estavam dispostos a pagar a mais pelo produto representavam 56,6% dos respondentes. Texto e foto: Camily Vitória Ferreira Benitez – Repórter Júnior 


Medicamentos para idosos: Projeto apresentado no Integra UFMS fala dos cuidados que devem ser tomados

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A pesquisa intitulada “Medicamentos No Idoso: O Que Devo Saber?” feita pelos alunos de farmácia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Yuri da Silva Matias, Caroline Adrinana Jacob Ferraz, Caroline Duveza Ribeiro Lima, Keterli Soares da Silva, Renata Trentin Perdomo, Suzi Rosa Miziara Barbosa, Eduardo Ramirez Meza e Camila Guimaraes Polisel, apresentada no Integra UFMS 2021 retrata que a saúde do idoso requer atenção redobrada, visto que nessa fase da vida as pessoas são mais vulneráveis. Os cuidados devem ser ainda mais intensos no caso de idosos que tomam medicamentos, visto que eles podem esquecer de tomar algum comprimido ou consumir uma dosagem maior do que a recomendada. Esses hábitos, se forem repetidos, podem trazer consequências negativas para a saúde deles, pois os medicamentos controlados devem ser tomados corretamente. Afinal, a função deles é justamente melhorar a qualidade de vida da pessoa. Um erro muito comum, apontado pelo projeto, que um idoso ou qualquer outra pessoa pode cometer é não seguir as recomendações de um profissional capacitado em relação ao medicamento que está tomando. Se o médico indicou aquela dose é porque ele sabe que aquilo é necessário. Então é importante o cuidado para que os seus familiares idosos e conhecidos tomem as doses corretas do remédio e não parem o tratamento antes do tempo recomendado. O cronograma previsto para o projeto também aborda temas como: “conhecendo a forma correta de preparar e administrar medicamentos; polifarmácia e medicamentos potencialmente inapropriados para idosos; reações adversas a medicamentos e interações medicamentosas; medicamentos associados ao risco de quedas no idoso; automedicação responsável; uso de fitoterápicos e plantas medicinais no idoso” entre outros, todos temas relevantes e de interesse público. Texto: Bianca Silva – Repórter Júnior


Projeto do Integra UFMS explora a questão de professores homens na educação infantil

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Falar sobre a educação infantil é uma pauta muito importante para a atualidade. A aluna do programa de pós-graduação de educação da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Cíntia Borges apresentou no Integra UFMS 2021 a sua pesquisa sobre professores homens na educação infantil. O objetivo da pesquisa é investigar o trabalho dos homens que atuam em creches e as relações que surgem após a quebra de expectativa de gênero com a sua presença. A participação masculina na docência, principalmente na educação Infantil, ilustra a divisão sexual do trabalho e é importante ferramenta para estudar a questão de masculinidades e feminidades. A pesquisa teve abordagem qualitativa do tipo predominante etnográfico e utiliza alguns dispositivos metodológicos, a saber: imersão no cotidiano escolar, questionário, entrevistas, diário de campo e diário de pesquisa. De acordo com os escolares de 2019, dos professores que atuam na educação infantil no Brasil apenas 4% são homens. A sociedade questiona a presença de profissionais homens e restringe sua atuação. O projeto de lei à assembleia legislativa do estado de São Paulo decreta que os cuidados íntimos na educação infantil seja executado apenas por profissionais do sexo feminino. Quando o homem escolhe uma profissão fora do masculino padrão na educação infantil, eles transgredem, assumem que as especificidades das ofensas de infância depende de gênero e essa ressignificação de papéis fiscais possibilita novas relações. Texto: Maira Luiza Weiler Rodrigues – Repórter Júnior


Educação Ambiental e sua Importância na Preservação do Pantanal é tema de projeto apresentado no Integra UFMS

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Abrangendo cerca de 179.000 km2 e tendo imensa fauna e flora, o Pantanal, bioma situado no Brasil, na Bolívia e no Paraguai, é considerado Patrimônio Nacional pela Constituição Brasileira e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera pela UNESCO. Todavia, vem sendo ameaçado pelas constantes ações antrópicas, que destroem parte de sua biodiversidade. E, para amenizar a situação e espalhar conscientização acerca do assunto, a educação ambiental vem sendo uma grande ferramenta na preservação do bioma, utilizada no projeto “Descobrindo o Paraíso: Pantanal (quinta edição)”, de Hyandra de Linda Ormundo, Alessandro Miranda Marques, Camila Aoki e José Rimoli, apresentado no Integra UFMS de 2021. O foco é levar a sensibilização e reconhecimento da biodiversidade pantaneira, ensinando suas características à população que lá mora, para também melhorar a qualidade do ensino ambiental e difundir o conhecimento a respeito de uma área extremamente valiosa para o Brasil. Esse projeto, que está hoje em sua quinta edição, já atendeu cerca de 1000 estudantes, que em 2021 terão contato com os aprendizados de forma remota, através de vídeos de divulgação e cartilhas impressas. É uma grande oportunidade para alunos que frequentam escolas públicas, que terão a chance de aprender mais sobre o ambiente em que vivem e entender como ele é afetado por suas ações. Já para acadêmicos de pós-graduação, o projeto será uma atividade para complementar os estudos sobre as práticas pedagógicas e um meio de divulgar seus conhecimentos gerados na universidade, assim consolidando o tripé ensino-pesquisa-extensão. Texto: Julia Novaes Fernandes Coutinho – Repórter Júnior


Estudo químico da amostra de própolis produzida por abelhas-indígenas no Mato Grosso do Sul

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É de fundamental importância a busca de ativos antioxidantes e antitumorais de origem natural, sendo assim ele é muito estudado por químicos. Contudo ele é encontrado na amostra de própolis que é produzido pela espécie de abelhas Apis Melífera, a partir de material de origem botânica e com uma grande diversidade de constituintes químicos. A amostra desse estudo foi coletada na região de transição entre os biomas do Cerrado e Mata Atlântica, na região sul de MS, dessa forma o principal objetivo foi o isolamento, purificação e elucidação estrutural dos constituintes majoritários com principal atividade antitumoral. Essa resina foi extraída com etanol e peticionada com hexano, diclorometano e acetato de etil, para obter as fases resultantes deste processo. Assim a busca dos químicos está cada vez maior por novos fármacos que possam ser utilizados no tratamento. “Como cerca de 80% dos fármacos são derivados de produtos naturais, esse ramo esta em um grande crescimento; a própolis tem potenciais antimicrobiano, antifúngico, anti-inflamatório e antitumoral”, disse Gabriela da Silva Coutinho de Araújo Bueno. Os químicos estão satisfeitos com os resultados até agora, então eles vão continuar com o desenvolvimento da pesquisa, dessa forma ajudando cada vez mais para o conhecimento da composição química da amostra de própolis. Dessa forma os resultados obtidos até o momento apontam para a conquista de novos ativos naturais de antitumorais, antioxidante entre outros na amostra de própolis estudada. Texto e foto: Samuel Correia – Repórter Júnior


Violência contra a mulher: Trabalho apresentado no Integra UFMS discute o aumento do crime durante isolamento social

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Esse estudo, apresentado no Integra UFMS e feito pela aluna Bruna Tejado, se trata de uma pesquisa de opinião com trabalhadores da saúde e da assistência social sobre a questão da violência doméstica contra a mulher. O estudo tem o intuito de identificar as experiências dos operadores dos serviços que estão no enfrentamento a violência doméstica contra a mulher no contexto de pandemia pela COVID-19. Por meio da pesquisa, que conteve três perguntas abertas e duas fechadas, analisou-se as informações a partir do materialismo histórico dialético. Os resultados acerca da resposta dos trabalhadores são unânimes quanto ao aumento de casos de violência doméstica contra a mulher. Há desafios no que diz respeito ao acesso aos serviços devido ao teletrabalho e afastamento por grupos de riscos pelos trabalhadores, o número de profissionais foi reduzido, sendo assim havia menos pessoas para atender as denúncias. A rede que compõem esses serviços se articula para promover ações de saúde de acordo com as necessidades das mulheres e dentro da capacidade ofertada. Em caso de violência ligue 180. “Em briga de marido e mulher, nós salvamos a mulher”. Texto: Bianca Silva – Repórter Júnior


Projeto apresentado no Integra UFMS estuda as modificações da noção de raça e seus significados ao longo do tempo

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O projeto “Raça, classe e mulheres (gênero)” desenvolvido pelos alunos de psicologia da UFMS, Daniel Santos da Silva e Jéssica Oliveira Silva, buscou investigar as modificações da noção de raça e os significados implicados. Para realizar a pesquisa foram feitos encontros quinzenais com a duração de três horas e depois de diversas buscas foi descoberto que o conceito de raça vem do latim ratio que significa categoria, espécie; e que foi primeiramente utilizada nas ciências naturais para classificar espécies de animais e plantas. O projeto foi pautado baseando-se nesse e em outros fatos. A coordenadora responsável por dar suporte aos alunos foi a Professora Dra. Jassonia Lima Vasconcelos Paccini, da UFMS, dando a oportunidade de realizar e desenvolver o projeto “Raça e diversidade Humana” da forma mais completa possível. Para contextualizar a pesquisa é relevante pontuar que nos séculos XVI-XVII, o conceito de raça começa a atuar nas relações entre classes sociais, pois a raça predizia o pertencimento do sujeito no corpo social. Já nos séculos XVIII-XIX, a raça passou a ser classificada por relação intrínseca entre o biológico – cor, traços morfológicos – e as qualidades psicológicas, morais, intelectuais e culturais para justificar a diversidade e as desigualdades. O projeto desempenhado pelos alunos passa por essas questões e traz reflexões sobre o contexto na atualidade. No latim medieval a conceituação de raça passou a designar a descendência e linhagem de pessoas que têm ancestral comum. No sentido moderno o termo raça é empregado para classificar a diversidade humana em grupos fisicamente contratados. O projeto estudou falar pautas relacionadas à diversidade e busca qualificar os estudantes da área de psicologia sobre o assunto abordado e trazer conscientização aos participantes, além de incentivar a pesquisa. Texto e foto: Maira Luiza Weiler Rodrigues – Repórter Júnior


Por meio de encontros remotos projeto ajuda alunos com dúvidas em matemática

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O Integra UFMS é o maior evento de ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo do estado de Mato Grosso do Sul e nele estão sendo apresentados resultados de projetos realizados por acadêmicos da UFMS. Nesta edição de 2021 as alunas Beatriz Fernanda Mantovani da Rocha, Thainá do Nascimento e Waléria Andrade Martins apresentaram uma atividade que está em desenvolvimento e sendo feita pelo PIBIB matemática (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) da UFMS no campus Três Lagoas. Alunos da rede pública de Três Lagoas demonstraram ter dificuldade com matemática ao longo das aulas, além das dúvidas que foram surgindo e procurando prestar uma ajuda às crianças o projeto foi posto em prática visando auxiliá-los da melhor forma possível. Para isso, encontros remotos começaram a ser feitos, eles ocorrem via Google Meet com os alunos e alunas do nono ano de uma escola estadual do município. Esses encontros estão sendo observados e muito apreciados segundo a visão das acadêmicas, elas pretendem continuar com essas aulas mesmo depois da pandemia acabar e tem o intuito de potencializar o ensino da matemática do nono ano ao ensino médio, sempre procurando dar mais oportunidade de aprendizado e entendimento aos estudantes. Texto: Ana Clara Viali – Repórter Júnior 


Representação da Mulher Brasileira do Século XIX em “Triste Fim de Policarpo Quaresma” de Lima Barreto é tema de projeto no Integra UFMS

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Afonso Henriques de Lima Barreto, popularmente conhecido apenas como Lima Barreto, foi um dos mais célebres escritores brasileiros do pré-modernismo. Dentre suas obras, pode-se considerar Triste Fim de Policarpo Quaresma como seu mais famoso romance, com data da primeira publicação marcada em 1915. A obra traz três personagens femininas marcantes mostrando a imagem da mulher na sociedade do século XIX. Esse é o objeto do estudo realizado por Gabriela Fontes Gonçalves e José Alonso Tôrres Freire, os alunos analisam as vidas, características das mulheres e o que elas representavam no meio em que estavam inseridas no projeto “Três mulheres em ‘Triste fim de Policarpo Quaresma’”. A história narra a jornada de Major Quaresma, nacionalista fanático que tem como principal objetivo fazer do Brasil referência internacional. O personagem vive em meio à sociedade carioca e diversas figuras curiosas são apresentadas ao longo da narrativa e dentre elas, Ismênia, Olga e Adelaide chamam a atenção do leitor, mesmo que vivam em realidades totalmente diferentes. A figura masculina também tem grande relevância nas jornadas das moças, estando fortemente presente e influente. Ismênia, jovem e de delicados traços, tem um fim trágico após sofrer com a necessidade de um marido, que para ela representa todo o propósito da vida. Adelaide, por sua vez, tem também grande carência de um homem em seu lar, porém, no lugar de um marido, se encontram o já falecido pai e irmão, de quem ela depende e cuida. E Olga, afilhada de Policarpo, acaba casando-se por influência, mas segue independente mesmo após o casamento. As três personagens descritas brevemente são material de estudo acerca da representação feminina no século XIX, através de pesquisas e comparações com outras mulheres fictícias de mesmo autor. Texto e foto: Julia Novaes Fernandes Coutinho – Repórter Júnior