Parceria entre empresas juniores resulta em projeto de segurança pública para o Lago do Amor

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A fim de valorizar o espaço urbano e promover a segurança pública, acadêmicos e membros das empresas juniores Engefour Jr. e Effectus Jr. realizaram uma parceria para a elaboração do projeto intitulado “Promoção da segurança Pública por meio do desenho urbano e turismo no Lago do Amor”. Apresentado no Integra UFMS 2020, pelo estudante de Arquitetura e Urbanismo Lucas Willian da Silva Ruiz, o trabalho propõe a potencialização do turismo, preservação e valorização da natureza da região e aproximação da Universidade com a comunidade externa. “A ideia é reforçar o Lago do Amor como ponto de encontro, onde a população tenha proteção, conforto e lazer”, explica. De acordo com o projeto, a questão da segurança pública é um problema global, e o Brasil está situado no grupo de sociedades mais violentas do mundo. Trazendo essa preocupação para o âmbito local, a região do Lago do Amor foi escolhida por possuir potencial paisagístico, turístico e econômico, mas que não vem sendo aproveitada pela comunidade externa e acadêmica devido à falta de segurança. O cronograma do projeto foi divido em quatro partes, que consiste em Levantamento de Dados e Projeto de Destinos Indutores de Turismo, e tem como objetivo descobrir os principais atrativos do Lago do Amor, essas duas primeiras partes ficarão sob responsabilidade da empresa Effectus Jr. A partir destas informações, as últimas etapas do projeto serão realizadas pela Engefour Jr., que desempenhará o Estudo Preliminar de Urbanismo e o Projeto Executivo de Urbanismo junto com o Projeto de Iluminação Pública, para atender as necessidades da população.   Texto: Raissa Cruz – Estagiária de Jornalismo  


Projeto analisa impactos do racismo estrutural na sociedade

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O projeto intitulado “Racismo Estrutural” foi criado a partir de um breve levantamento bibliográfico realizado no Grupo de Estudos e Pesquisa em Estado, Sociedade e Política (GEPESP), que é promovido pelo grupo PET Pedagogia e Ciências Sociais com reuniões quinzenais. A aluna Géssica Prates de Souza lança no Integra UFMS a pesquisa exploratória sobre o impacto do racismo estrutural na sociedade contemporânea. O racismo estrutural seria a “naturalização de ideias e práticas nas relações interpessoais na sociedade que representam segregação, inferiorização de uns em relação a outros”, afirma a orientadora do projeto Maria das Graças Fernandes de Amorim dos Reis. Em análise à história social desde a escravidão aos tempos atuais percebe-se que o entrave se visualiza por números, os quais não surpreendem. A violência e a discriminação geram uma desigualdade notável e induz a reflexão sobre a ameaça da integridade física e moral da vítima. Assim se torna viável ampliar as políticas públicas, já que as consequências causadas pelo racismo muitas vezes causam danos irreversíveis.   Texto: Mariana Azevedo – Repórter Júnior Imagem: Divulgação 


Extensão promove reflexões sobre formação continuada de professores

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A estudante de Pedagogia do campus do Pantanal (Cpan), Jacqueline Lima Monteiro apresenta no Integra UFMS o projeto de extensão “Interfaces da docência: olhares e movimentos na formação inicial de professores”. Por meio do projeto, foram realizados em 2019 a quarta edição do Congresso de Educação do Cpan e 3ª Semana Integrada de Graduação e Pós-graduação. O objetivo do evento, bem como do projeto, é debater a importância do processo contínuo de formação de professores. A coordenação é da professora Márcia Sambugari e o projeto tem a participação também de outros estudantes de Pedagogia do campus. Para Jacqueline, ações como estas que versam sobre as políticas educacionais, necessidades, problemas e dificuldades da educação, com debates sobre a prática da formação de ser educador, trazem aos acadêmicos em formação e também aos professores no processo de formação continuada a importância da pesquisa científica, pois reafirmam o processo formativo e levam à reflexão da prática docente. “É um projeto que nos possibilitou ouvir relatos de professores doutores na área da Educação e, por meio destes, nos impulsionou a querer sempre mais. É muito importante: aproveitar o espaço educacional para se constituir como um cidadão de voz, de vez, que tem a possibilidade de fazer sua pesquisa, como diz Freire: ‘com bom senso, ética, consciência e comprometimento’ “, disse.   Mais informações sobre o projeto podem ser acessados neste link.     Texto: Elissandra Ramalho – Estagiária da Agecom no Cpan


Pesquisadores avaliam associação de inseticidas biológicos e sintéticos no manejo de lagartas

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A utilização massiva de inseticidas químicos sintéticos e a amplitude geográfica dos cultivos são fatores que colaboram para a seleção de populações resistentes da lagarta Chrysodeixis includens, dificultando seu controle nas lavouras. Como uma das soluções, tem-se a associação de inseticidas biológicos aos químicos sintéticos, que possibilita o controle efetivo, com menor impacto aos inimigos naturais. Esse é o tema abordado no projeto de iniciação científica do aluno de Agronomia Antônio Amorim Pereira Filho, intitulado “Associação de inseticidas biológicos e sintéticos no manejo de Chrysodeixis includens (Walker, 1857) (lepidoptera: noctuidae)”. Sob orientação do professor Luis Gustavo Amorim Pessoa, o trabalho, desenvolvido no campus de Chapadão do Sul, teve como objetivo avaliar o efeito isolado ou em associação de inseticida sintético com os entomopatógenos Bacillus thuringiensis (Bt) e Metarhizium rileyi sobre lagartas de C. includens. Os resultados indicaram que os produtos utilizados apresentaram efeito significativo. “Concluímos que o bioinseticida Bt, isolado ou associado ao inseticida químico Klorpan, tanto em meia dose, quanto em dose cheia, em ambos os casos, proporcionou maior mortalidade da Chrysodeixis includens”, finaliza Antônio. Confira aqui a pesquisa.   Texto: Vitória Fátima – Estagiária da Agecom no CPCS  


Calda de polpa da Guavira é desenvolvida como opção nutritiva

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O cerrado brasileiro é um bioma muito rico e exótico que, apesar de pouco explorado, possui frutos com propriedades funcionais excelentes. Um exemplo é a guavira (Campomanesia adamantium), que tem características sensoriais interessantes além de destacar-se pela riqueza em fibras, selênio, vitamina C e compostos fenólicos. Nessa linha, a acadêmica de Nutrição (UFMS) Fernanda Menezes Hoff, desenvolveu o projeto “Características físicas e desenvolvimento de calda da polpa de guavira”, a fim de desenvolver um produto que possa incentivar o comércio local, bem como ter as características adequadas para consumo. “O objetivo do meu trabalho foi caracterizar os aspectos físicos da polpa da guavira e, então, desenvolver uma calda com potencial para ser acrescentada em outros produtos, como sorvetes e iogurtes, agregando maior valor nutricional para esses alimentos”. A estudante, orientada pela professora Fabiane La Flor Ziegler Sanches (FACFAN), conta que as guaviras foram adquiridas no comércio local, e que depois houve a retirada da polpa e das sementes dos frutos, para posteriormente ser calculado o rendimento do produto. O passo seguinte foi analisar em laboratório o pH e sólidos solúveis. Fernanda obteve resultados satisfatórios. “Essa calda pode ser ótima para acrescentar valor nutricional a outros alimentos, e favorecer o desenvolvimento da nossa região, trazendo novo sabores para o mercado alimentício”, concluiu. Texto: Lucas Caxito – Estagiário da Agecom


Sexualidade e homoafetividade negra são analisadas a partir do livro Contos Negreiros

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No projeto de iniciação científica voluntária “Contos Negreiros: Uma leitura decolonial”, a estudante Ana Carolina Nascimento da Silveira, do curso de Letras (licenciatura Inglês-Português) analisa a obra Contos Negreiros (2005), do autor Marcelino Freire. O livro desenvolve um projeto estético e crítico sobre a marginalização de homens e mulheres negros e negras, pobres e homossexuais no Brasil. “A minha pesquisa visa analisar a descoberta da sexualidade e a homoafetividade negra que está presente nesses contos. O livro de Freire reúne 16 contos, os quais buscam ressaltar as vivências dos corpos negros que ao longo da história foram invisibilizados e deixados à margem social”, explica Ana Carolina. Em sua análise, a estudante ressalta o papel da literatura de retratar realidades nem sempre representadas. “Do meu local privilegiado como branca, mas ainda mulher e LGBT, me cabe por meio dessa pesquisa analisar criticamente e apontar como a literatura é um produto cultural de resistência e resiliência que pode escancarar essas feridas muitas vezes ignoradas”. Segundo ela, seu intuito com a pesquisa é refletir e divulgar as contribuições da literatura de Marcelino Freire “para a cidadania, para os Direitos Humanos, para o empoderamento desses sujeitos, para as ações políticas e democracias, e para a luta do fim de hierarquias. Enfim, para a constituição de um pensamento outro que abarque o eu e a alteridade”, finaliza. Veja todos os detalhes da pesquisa clicando aqui. Texto: Leticia Bueno


Intervenções educativas sobre o suicídio em jovens diminui mortalidade

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O suicídio é um problema de saúde mundial que representa a segunda maior causa de mortes de jovens entre 15 e 29 anos. No Brasil, esses dados não são diferentes, entre 2011 e 2015, o índice de suicídio entre jovens aumentou 12%. Por isso, o desenvolvimento de estudos que visam estratégias para o combate desse problema é necessário, principalmente no ambiente escolar, por ser um local oportuno para a prevenção de temas relacionados à saúde mental. A acadêmica do curso de psicologia UFMS, Daniela dos Santos, realizou o estudo “O uso de intervenções educativas para o suicídio”, sob orientação da professora Bianca Giacon Arruda. O objetivo foi avaliar o impacto das intervenções educativas sobre o suicídio entre adolescentes. Foi realizado um estudo em periódicos dos últimos 10 anos. “As intervenções educativas demonstraram um aumento satisfatório nos conhecimentos e atitudes relacionados à temática. Desse modo, a pesquisa mostrou que o uso de estratégias educativas que abordem o aspecto do suicídio no âmbito escolar amplia o conhecimento dos estudantes sobre o tema e faz com que a taxa de suicídio nessa faixa etária diminua”, afirma Daniela dos Santos. Texto e Imagens: Alex Nantes – Estagiário da Agecom


Estudo analisa comportamento físico-mecânico de blocos de solo-cimento autoadensável

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O solo-cimento no Brasil tem sido muito utilizado como uma alternativa de sistema construtível. Em projeto Pibic, a estudante de Engenharia Civil Isabela Vitória Fonseca investiga o “Comportamento físico-mecânico de alvenaria de blocos de solo-cimento autoadensável (SCAA)”, tema de seu trabalho apresentado no Integra. O SCAA é a mistura de solo, água, cimento e aditivos nas proporções que tragam a fluidez necessária para que não necessite do adensamento mecânico e, segundo Isabela, o SCAA alcança características análogas ao concreto autoadensável. “O presente trabalho, orientado pela professora Ana Paula da Silva Milani (Faeng), propõe estudar diversas misturas, bem como seu comportamento físico-mecânico para conformação de blocos e tijolos de SCAA”, explica a estudante. Saiba mais aqui. Texto: Paula Pimenta


Estudo químico de própolis avalia seus potenciais antioxidante e antitumoral

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Orientada pela professora Fernanda Rodrigues Garcez (Inqui), a estudante Gabriela Bueno, aluna de Química, apresentou no Integra o trabalho “Estudo químico de uma amostra de própolis produzida na região sul de Mato Grosso do Sul e avaliação de seus potenciais antioxidante e antitumoral. “O objetivo do trabalho é justamente analisar a composição química visando a isolamento, purificação, e determinação estrutural dos constituintes majoritários, em particular, aqueles com atividade antitumoral”, expõe Gabriela. Há busca cada vez maior por novos fármacos que possam ser utilizados no tratamento e é aqui que entra a química de produtos naturais, segundo a estudante. “Como 80% dos fármacos são obtidos ou inspirados na química de produtos naturais, esse é um ramo em crescimento e a própolis tem potenciais antimicrobiano, antifungico, antiinflamatório e hoje estamos estudando seu potencial antitumoral”, diz. Satisfeitos com os resultados até agora, grupo de pesquisa vai prosseguir com o desenvolvimento do projeto, de forma a contribuir cada vez mais para o conhecimento da composição química da amostra de própolis produzida no estado. “Bem como, vamos dar continuidade a obtenção de novos ativos naturais, com potencial antioxidante e antitumoral”, completa. Saiba mais aqui. Texto: Paula Pimenta


Estudantes de Administração ensinam sobre empreendedorismo social para idosas

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O projeto de extensão “Projeto Caseado: desenvolvendo o empreendedorismo social com um grupo de idosas”, realizado por alunos de Administração do Campus de Paranaíba, foi um dos trabalhos apresentados no Integra UFMS este ano. O projeto teve como objetivo desenvolver e fortalecer o empreendedorismo social com um grupo de mulheres idosas que confeccionam produtos artesanais. Segundo a estudante responsável por apresentar o projeto, Maria Antonia Tiago da Silva, algumas participantes são aposentadas e outras realizam atividades diversas. Dessa forma, a venda de produtos artesanais representa uma renda extra para as participantes. “O intuito do nosso projeto é dar o empoderamento a essas mulheres e isso será feito através da comercialização dos produtos que elas fazem”, explica Maria Antonia. “Primeiro realizamos um levantamento dos produtos artesanais que poderiam ser produzidos pelo grupo e que teriam mercado consumidor, e depois buscamos parceiros para a doação de matéria-prima para a produção. Nós também realizamos uma capacitação do grupo e, por fim, seria feita a comercialização dos produtos”. Com a pandemia, as atividades tiveram que ser paralisadas. Entretanto, o vínculo com as mulheres está sendo mantido e, assim que as atividades retornarem, será feita a comercialização na feira livre da cidade. Para Maria Antonia, a realização do projeto é muito gratificante. “Elas aprendem muito com a gente e nós com elas. As participantes nos contam da rotina delas, nós conversamos bastante e acabamos tendo essa troca. Para nós, enquanto alunos, é muito prazeroso e gratificante ajudar os outros com o conhecimento que temos enquanto alunos e futuros profissionais”, declara. De acordo com a estudante, o Integra é muito importante para dar visibilidade aos trabalhos e para acolher os universitários nesse momento de distanciamento. “Me sinto mais segura em participar desses eventos. Nesse momento delicado que estamos vivendo, muitos desistiram por diversos motivos ou trancaram a faculdade. Então, é uma forma de se vincular cada vez mais à Universidade e de estarmos mais próximos uns dos outros”, completa Maria Antonia. Clique aqui e confira a apresentação do projeto. Texto: Brunna Oliveira – Estagiária da Agecom no Cpar


INTEGRA 2023

Realizado desde 2017, o Integra UFMS é o maior evento de Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo do estado de Mato Grosso do Sul. O objetivo é reunir em um só local o resultado das atividades ligadas a Programa Institucional de Bolsas da Iniciação Científica (Pibic), Programa Institucional de Bolsas da Iniciação à Docência (Pibid), Programa de Educação Tutorial (PET), Extensão Universitária (Enex) e Empresas Juniores da UFMS e a Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (Fetec-MS).

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