A pandemia do novo coronavírus tem afetado diversas áreas dentro da sociedade, principalmente na economia. As atividades no mundo inteiro ficaram paralisadas, em algum momento, o que resultou em uma grave crise econômica. Um dos ramos mais afetados foi o empresarial, especialmente as pequenas e médias empresas. Diante desses dados, a acadêmica do curso de direito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Louize Capareli, orientada pelo professor Rogério Mayer, desenvolveu um estudo para conscientizar acerca das dificuldades enfrentadas pelo setor e destacar os recursos judiciais criados para auxiliar os empresários. Segundo ela, o empresário deve procurar um auxílio e avaliar qual método se adequa à situação da sua empresa. “Uma medida tomada de forma rápida, sem estudo, pode prejudicar ainda mais o seu negócio”, afirma Louize. Texto e Imagens: Alex Nantes (Estagiário da Agecom)
A rotação de culturas comerciais com coberturas vegetais visando à conservação do solo é uma prática comum na agricultura, porém algumas coberturas promovem maior qualidade biológica que outras ao longo dos anos agrícolas. Esse é o tema abordado pelo projeto de Iniciação Científica do aluno Jorge Xavier da Silva, acadêmico do curso de Agronomia, apresentado com título “Coberturas vegetais promovendo qualidade microbiológica de um solo após segunda safra comercial”. Sob a orientação da professora Meire Aparecida Silvestrini Cordeiro, o projeto foi realizado entre a safra de 2018/2019, onde a área experimental foi dividida em 5 tipos diferentes de cobertura de vegetais. Na primeira safra foi cultivada a cultura de soja e na segunda safra a cultura de milho. Foram avaliadas análises de carbono da biomassa microbiana, da respiração basal do solo e do quociente metabólico. “Concluiu-se que houve efeito residual de U. decumbens como cobertura vegetal depois de duas safras de culturas comerciais, contribuindo para a biomassa e atividade microbiana no solo, constituindo qualidade ao mesmo”, concluiu o pesquisador. Clique aqui para saber mais sobre o projeto Texto e imagem: Lucas Ribeiro – Estagiário da Agecom no CPCS
Com objetivo de traçar um perfil da intelectual Clarice Lispector, voltado para o Direito, a estudante de Letras Bárbara Simabuco teve como base o livro “A maçã no escuro” (1961), no qual diversas questões do Direito são tratadas como a punição e a legitimidade. Ela apresenta suas análises no Integra no trabalho “A estudante de Direito Clarice Lispector: diferença e Direito Penal brasileiro”, orientada pelo professor Edgar Cézar Nolasco dos Santos (Faalc). Clarice Lispector ingressou na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, atual UFRJ e durante a graduação escreveu um texto extremamente importante para a pesquisa, intitulado “Observações sobre o direito de punir”. “Queremos repensar o trabalho da intelectual Clarice Lispector e o Direito brasileiro. Ao contrário do que afirma a crítica tradicional, a produção dela não é predominantemente apolítica. Alguns críticos afirmavam que apenas “A hora da Estrela” possuía caráter político e não é isso o que acontece”, analisa Bárbara. No estudo, a acadêmica quis verificar a questão política em “A maçã no escuro”, livro que trata de temáticas relevantes ao Direito. “A autora imprime sua marca como intelectual frente ao seu tempo, tratando de questões decididas pelo sistema jurídico. Ela pontua que não necessariamente a pena cumpre o seu propósito, que é ressocializar o preso, por exemplo”, diz. Saiba mais aqui. Texto: Paula Pimenta
A desospitalização é o processo que permite a alta hospitalar, desde que o tratamento do paciente tenha a devida continuidade no âmbito domiciliar. Este é um movimento importante e que requer o cuidado de bem orientar os familiares. Nesse sentido é que surge o estudo “Estratégias utilizadas para o treinamento da família para desospitalização de pacientes dependentes de tecnologia”, que faz parte de diversos outros trabalhos apresentados nesta edição do Integra UFMS 2020 – Live. O projeto é ligado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic). A autora é Daniela Miyuki Sato, acadêmica do curso de Enfermagem da UFMS e teve a orientação da professora do Instituto Integrado de Saúde (INISA), Elen Ferraz Teston. O estudo teve como objetivo conhecer o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) vinculado ao Programa Melhor em Casa, criado pelo Governo Federal e analisar se as estratégias de treinamento da família são efetivas. “Tendo em vista que o cuidado domiciliar exige uma demanda aumentada de saberes e habilidades, ratificou-se a necessidade de investigar o processo de treinamento de familiares para a execução do cuidado no domicílio”, explica a estudante. O estudo foi desenvolvido em um Hospital filantrópico de Campo Grande (MS). Participaram nove profissionais com diferentes formações que compõem as equipes do SAD. “Espera-se que esta pesquisa auxilie nas práticas dos profissionais da Atenção Domiciliar e possibilite novas reflexões acerca da necessidade de se estruturar esta rede de cuidados, considerando a gama de benefícios do ambiente domiciliar tanto para o paciente quanto para a família”, destaca Daniela. Confira a apresentação do trabalho na íntegra, clicando aqui. Texto e imagem: Gabriela Vilela – Estagiária da Agecom
A pesquisa “Análise das condições cardiológicas da composição corporal de paraplégicos submetidos ao ciclismo assistido pelo FES” foi desenvolvida no Campus de Três Lagoas (CPAQ) e apresentada no Integra UFMS 2020. Realizada pelas estudantes Caroline dos Santos e Glória Ribeiro, e orientada pelo professor Adalberto Vieira, o trabalho é parte do Programa de Iniciação Científica Voluntária (PIVIC) e estuda a reabilitação de pacientes com paraplegia. O objetivo da pesquisa é analisar simultaneamente as respostas do rendimento físico e as variáveis cardiovasculares, associadas com a fototerapia de baixa potência (FES – Functional Electrical Simulation) e a bicicleta ergométrica horizontal. A estudante Caroline dos Santos destacou que “a bicicleta ergométrica associada a fototerapia de baixa potência, são tecnologias totalmente inovadoras que só existem na UFMS, Campus de Três Lagoas, único lugar do mundo onde está sendo desenvolvida”. Inicialmente, seria realizado um estudo clínico com 30 voluntários, contudo, devido a pandemia da Covid-19, optou-se por uma revisão integrativa de literatura, com estudos publicados entre janeiro de 2006 e julho de 2020. O mapeamento bibliográfico gerou resultados positivos e relevantes, que permitem sugerir um melhor rendimento físico e uma qualidade de vida normal para uma pessoa que seja lesada medular, ao associar de modo simultâneo e isolado as tecnologias propostas, por meio do ciclismo. Segundo a acadêmica, trata-se de um estudo totalmente importante, porque visa a melhora da qualidade de vida e desempenho físico dos lesados medulares, buscando ainda mostrar o quão importante a vida deles são. Acesse a apresentação da pesquisa aqui. Texto: Evelyn da Costa Souza – Estagiária da Agecom no CPTL
A Liga Acadêmica de Cuidados Paliativos (LACP) do Campus de Três Lagoas (CPTL) desenvolve pesquisas e ações voltadas para o estudo dos cuidados paliativos, que visam proporcionar melhor qualidade de vida para doentes e seus familiares no enfrentamento a doenças ameaçadoras da vida, através do tratamento da dor e de aspectos físicos, psicossociais e espirituais. Dentre os trabalhos realizados, está a elaboração do protocolo sobre a dor social em cuidados paliativos, cujo relato de experiências de cinco acadêmicos que participaram da elaboração do documento resultaram na pesquisa “Abordagem social em cuidados paliativos: um relato de experiência”, orientada pela professora e coordenadora da liga, Juliana Dias Pessalacia. De acordo com os resultados apresentados pelo trabalho, percebeu-se que há “uma escassez de estudos científicos sobre abordagem social e cuidados paliativos, principalmente no ambiente hospitalar”, como explicou a estudante Laura Candido. A pesquisadora ressaltou ainda que poucos trabalhos incluíram o ofício social como peça central da intervenção, revelando assim uma necessidade de elaboração de um protocolo com esses princípios para abordagem da dor social nesses pacientes e em suas famílias. Para Laura, a preparação foi muito enriquecedora, porque contribuiu para a reflexão sobre a ação social que, por vezes é negligenciada. “Foi novo compreender para a gente que a dor social vai além de uma abordagem isolada do assistente social. Apesar deste profissional estar à frente de funções específicas deste meio, o restante da equipe também pode cuidar da dor social”, disse. Acesse aqui a apresentação completa. Texto: Evelyn da Costa Souza – Estagiária da Agecom no CPTL
O trabalho “Adesão ao tratamento farmacológico de portadores de hipertensão arterial sistêmica” está sendo apresentado no Integra UFMS 2020. Desenvolvido pelas estudantes Ana Carolina Gomes Furtado e Ana Carolina Vicente, do curso de Medicina do Campus de Três Lagoas (CPTL), a pesquisa é orientada pela professora Danielle Pequito, por meio do programa de Iniciação Cientifica Voluntária (PIVIC). Segundo Ana Carolina Gomes, a hipertensão arterial sistêmica é um dos maiores problemas de saúde pública dentre as doenças crônicas não transmissíveis, podendo gerar complicações graves, como o acidente vascular encefálico e insuficiência renal, sendo causa de frequentes internações hospitalares e grandes gastos no serviço de saúde. O tratamento envolve a mudança de hábitos alimentares, prática de atividades físicas e a utilização de medicamentos. Contudo, uma das grandes dificuldades enfrentadas é a não adesão ou a realização do tratamento de forma inadequada, motivados por fatores externos e internos, como crenças e conhecimentos individuais. Desta forma, objetivou-se com a pesquisa analisar a adesão do tratamento farmacológico nas unidades de saúde em Três Lagoas e também mapear o perfil sociodemográfico e farmacológico dos pacientes, a fim de analisar e avaliar as causas deste problema. A partir dos resultados obtidos em 2019, foi concluído que “80% dos pacientes hipertensos eram aderentes ao tratamento e a losartana era o fármaco mais prescrito”, como relatou a estudante. Além disso, o estudo foi complementado com uma análise de dados da pesquisa nacional de saúde no ano de 2013, que ressaltou maior frequência de hipertensão arterial entre mulheres no estado de Mato Grosso do Sul, entre outros dados. Assim, a pesquisa realizada e as conclusões obtidas contribuíram para mapeamento da situação, cooperando, para proposituras de soluções e, consequentemente, melhor qualidade de vida aos pacientes. Veja aqui a apresentação do trabalho. Texto: Evelyn da Costa Souza – Estagiária da Agecom no CPTL
Para produção de mudas florestais com melhor qualidade são utilizados produtos que melhoram as propriedades químicas e físicas dos substratos, dentre eles o hidrogel, que aumenta sua capacidade de retenção de água e reduz a lixiviação de nutrientes. Nessa linha, o acadêmico de Engenharia Florestal do campus de Chapadão do Sul, Lucas da Silva Ribeiro desenvolveu o projeto “Hidrogel e substratos na produção de mudas de ipê branco”, a fim de avaliar qual melhor dose de hidrogel e qual tipo de substrato contribui com a melhora na produção dessas mudas. Sob orientação da professora Glauce Taís de Oliveira Sousa Azevedo, o estudante utilizou dois tipos de substratos diferentes: comercial e comercial+solo, e com diferentes doses de hidrogel. O experimento foi alocado no campo em delineamento em blocos casualizados em esquema fatorial 2×4. As variáveis mensuradas foram altura, diâmetro, número de folhas e massa seca aérea e massa seca da raiz. “O maior crescimento das mudas foi verificado utilizando substrato comercial e a maior dose de hidrogel incorporado. Assim, o hidrogel foi mais eficiente na melhora dos atributos do substrato comercial do que do substrato comercial+solo, contribuindo para o crescimento maior das mudas de ipê branco”, concluiu o pesquisador. A apresentação completa da pesquisa pode ser conferida aqui. Texto e imagem: Lucas Ribeiro – Estagiário da Agecom no CPCS
Um tema indispensável em qualquer ramo atualmente é a sustentabilidade e na construção civil não é diferente. Em razão da grande quantidade de resíduos e materiais que são reproduzidos nos canteiros de obras e dos prejuízos ao meio ambiente em atividades de extração de matérias-primas, o alto consumo de energia elétrica e água representam desafios que as empresas desse ramo têm que enfrentar para diminuir os impactos ambientais durante suas atividades laborais. Pensando nesse assunto, os estudantes Bianca Cristina Alves e Arthur Santos Silva, do curso de Engenharia Civil, realizaram o estudo “Panorama da sustentabilidade na construção de edifícios em Campo Grande – MS”, tendo como objetivo traçar um panorama no setor da construção civil na capital do estado de Mato Grosso do Sul em relação aos conhecimentos de sustentabilidade, analisando as práticas utilizadas por médias e grandes construtoras locais e verificar a existência de uma correlação entre o perfil socioeconômico da empresa e suas estratégias sustentáveis. O estudo foi realizado em quatro etapas: identificação de construtoras de obras de edificações, elaboração de questionários, coleta de dados e análise de dados. A pesquisa também foi realizada no Sindicato de Classe Sinduscon-MS e em vários websites em busca de médias e grandes construtoras de Campo Grande. O questionário respondido pelas empresas, com perguntas objetivas e subjetivas, serviu para análises de estratégias sustentáveis e dados das construtoras. Os resultados foram abordados em gráficos, tabelas e/ou transcritos. De acordo com os resultados, o desenvolvimento sustentável é algo ainda recente em Campo Grande e as técnicas adotadas pelas empresas se mostraram comuns e pouco visionárias para atingir um alto grau de sustentabilidade. “Através do estudo é possível visualizar que ainda é recente o baixo investimento em conhecimento sustentável em Campo Grande. De forma genérica, as empresas não estão preocupadas em aprimorar suas técnicas em seus empreendimentos”, afirma Bianca. Texto: Lidiane Antunes – Estagiária da Agecom
A estudante Ana Beatriz do Canto Romero, do curso de História do Campus de Aquidauana (CPAQ) divulgou no Integra UFMS 2020 o trabalho que está desenvolvendo, intitulada “Os pesquisadores indígenas dos municípios de Aquidauana e Anastácio”. A pesquisa de iniciação científica é orientada pela professora Vera Lúcia Ferreira Vargas. De acordo com Ana Beatriz, o objetivo do trabalho consiste em “mapear a produção acadêmica dos pesquisadores indígenas Terena dos municípios de Aquidauana e Anastácio. O primeiro passo foi uma pesquisa bibliográfica on-line nos bancos de teses e dissertações e em seguida foi realizada a leitura desses trabalhos e fichamentos”, explicou. A estudante descreve que após os fichamentos, foi elaborada uma tabela contendo o nome do pesquisador, título do trabalho, palavras-chaves, nome do orientador, nome da defesa, aldeia e terra indígena de origem, entre outras informações que caracterizam os pesquisadores. O levantamento identificou cinco dissertações e três teses de doutorado com temas diversificados, englobando a educação escolar indígena que está presente em todos os trabalhos analisados, estudo da língua Terena, mulheres Terena e lideranças indígenas. Estes temas foram analisados pelos pesquisadores nas aldeias onde residem: Aldeia Limão Verde, Terra Indígena Limão Verde, Aldeia Bananal, Aldeia Água Branca e Terra Indígena Taunay/Ipegue. Dentre as redes estabelecidas pelos pesquisadores, está a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Populações Indígenas (NEPPI) da instituição. Confira a apresentação. Texto: Juliana Ovelar – Estagiária da Agecom no CPAQ
Realizado desde 2017, o Integra UFMS é o maior evento de Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo do estado de Mato Grosso do Sul. O objetivo é reunir em um só local o resultado das atividades ligadas a Programa Institucional de Bolsas da Iniciação Científica (Pibic), Programa Institucional de Bolsas da Iniciação à Docência (Pibid), Programa de Educação Tutorial (PET), Extensão Universitária (Enex) e Empresas Juniores da UFMS e a Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (Fetec-MS).