Percepções raciais, de gênero e geracionais na formação de pedagogos é alvo de pesquisa

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A acadêmica Dayane Souza, mestranda em educação pela UFMS, campus de Três Lagoas e expositora no Integra UFMS desenvolve a pesquisa “Raça”, gênero e geração: categorias indissociáveis no processo formativo”, sob orientação do professor Christian Muleka Mwewa. Dayane Souza relata que, seu interesse pelo tema adveio da disciplina obrigatória “Educação e Relações Étnico-Raciais” cursada a longo de sua graduação. “Foi muito importante pra mim ter cursado essa disciplina, ela me trouxe novos conceitos e muitas inquietações. Eu comecei a explorar essas inquietações no meu TCC, ainda na graduação, e expandi elas no meu projeto de mestrado”, disse. Atualmente, o estudo tem como objetivo analisar as percepções “raciais”, de gênero e geracionais na formação dos futuros pedagogos(as) que estudam na UFMS, campus de Três Lagoas. Para isso, uma metodologia qualitativa e quantitativa fora aplicada, por meio de questionários distribuídos a todos os semestres de Pedagogia no ano de 2019, contendo perguntas abertas, que demandavam respostas discursivas e únicas. Explicou a expositora que, como resultado da pesquisa, foi possível compreender a relevância da matéria obrigatória “Educação e Relações Étnico-Raciais” na grade curricular, sendo fundamental para que a importância das relações raciais, de gênero e geracionais sejam reconhecidas pelos acadêmicos. Para Dayane, com um olhar menos eurocêntrico e a inserção dos estudantes em discussões em prol da diversidade, novos paradigmas serão formulados, fazendo com que a nova geração construa uma sociedade mais justa e igualitária. Para mais informações sobre a pesquisa clique aqui Por: Evelyn da Costa Souza (estagiária da Agecom no CPTL)


Formação tecnológica para idosos durante pandemia

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O projeto de extensão Universidade da Melhor Idade (UMI) é desenvolvido há nove anos no Campus de Três Lagoas com o objetivo de incluir social, educacional e tecnologicamenteos idosos. Em razão da pandemia da Covid-19 e da condição de grupo de risco da população abarcada pelo projeto, foi necessário que medidas inovadoras e tecnológicas fossem utilizadas para que o ensino remoto se tornasse possível. Para isso, uma pesquisa qualitativa e exploratória foi realizada pelos acadêmicos Kauêe Soares e Dener Paulo Lima, sob orientação da professora e coordenadora do projeto UMI, Vanessa Cristina Casotti, a fim de mapear as fragilidades dos idosos no uso das ferramentas tecnológicas e proporcionar informações para que cursos e minicursos fossem ofertados, visando sanar essas dificuldades. “É importante ressaltar a relevância do tema, pois ele visa ampliar o conhecimento dos idosos e valorizá-los diante da pandemia do coronavírus, incentivando o uso de tecnologias e promovendo também a inclusão desse grupo. Dessa forma, espera-se também amenizar o desconforto causado pelo isolamento social”, relatou o expositor do trabalho Kauêe Soares. A pesquisa, que se encontra em fase inicial, vislumbra possibilidades de adaptações híbridas entre o meio on-line e o presencial para que o projeto vá além do município de Três Lagoas e região. Além disso, a pesquisa observou a evidente dificuldade da população idosa no uso de tecnologias desde o início das ações, gerando como proposta de solução tutoriais e ligações para orientação daqueles que desejassem se inscrever nas atividades. Saiba mais sobre a pesquisa aqui Texto e imagem: Evelyn da Costa Souza (estagiária da agecom no CPTL)


Formação e contribuição da Liga Acadêmica Multidisciplinar de Diagnóstico Oral

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Com a proposta de ampliar e aprofundar o conhecimento dos estudantes aos temas relacionados ao diagnóstico e tratamento oral, foi idealizada por professores e acadêmicos do curso de Odontologia da UFMS a Lamdo (Liga Acadêmica Multidisciplinar de Diagnóstico Oral). “O diagnóstico e o plano de tratamento são etapas muito importantes em procedimento odontológico e também um dos que mais causam insegurança nos acadêmicos e cirurgiões dentistas recém-formados, visto a complexidade e exigência do assunto que envolve conhecimento de diversas áreas. Além do mais, estudos mostram que as ligas acadêmicas são grupos importantes para o desenvolvimento e crescimento do acadêmico, capaz de proporcionar aprendizado e experiências importantes para o fortalecimento profissional, envolvendo a tríade ensino, pesquisa e extensão”, explica a acadêmica Caroline Serra. Estudante de Odontologia, ela apresenta no Integra o trabalho “Formação e contribuição da Liga Acadêmica Multidisciplinar de Diagnóstico Oral no aprendizado do acadêmico de Odontologia”, orientado pelo professor Yuri Nejaim. A Lamdo é composta por várias disciplinas, como a Estomatologia, responsável pela prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças que se manifestam na cavidade oral e doenças sistêmicas com manifestações bucais. “Aqui realizamos a anamnese, um conjunto de perguntas que nos aproximam de nossos pacientes e trazem a queixa principal dele. Também realizamos exame clínico, em que investigamos na cavidade oral e no complexo maxilomandibular se há alteração passível de atenção. Também há a radiologia, responsável por apresentar imagens que não conseguimos visualizar no exame clínico e a Patologia, que realiza os exames histopatológicos, para visualizar se há alterações celulares ou teciduais. Por fim, a Cirurgia, uma das áreas voltadas ao tratamento”, expõe. Dessa maneira, com os docentes dessas disciplinas disponíveis na Liga, será possível realizar atividades como discussões de casos clínicos de diversas complexidades, estímulo da escrita de artigos acadêmicos e participações em jornadas, congressos e simpósios, e elaborar informativos divulgados em redes sociais. Futuramente, a Liga estará aberta para a participação de profissionais. “No âmbito do ensino, esperamos que os alunos saiam mais confiantes, devido ao treinamento com diagnóstico e tratamento oral”, completa Caroline. Saiba mais aqui. Texto: Paula Pimenta


Estudo seleciona populações de soja com precocidade e alta produtividade

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Ao buscar uma soja mais específica, com melhor precocidade e produtividade para a região dos Chapadões, o acadêmico do Campus de Chapadão do Sul Henrique Matheus Trindade Pedó realizou estudos, sendo orientado pelo professor Paulo Eduardo Teodoro. “Essa precocidade e produtividade são características muito importante para a nossa região, justamente pelo fato de grande parte dos produtores optarem por plantar soja precoce, com retirada rápida do campo, e entrar com o milho safrinha, justamente uma janela de plantio boa, sem muitos riscos por conta das chuvas”, explica Henrique. A soja chegou no Brasil, vinda dos Estados Unidos para a Bahia, mas a latitude baixa e o clima tropical não favoreceram o desenvolvimento do grão, relata o estudante. Só começou realmente a ser cultivada quando chegou ao sul do país, com o clima mais parecido com o original. “O melhoramento genético possibilitou a expansão da soja pelo território nacional. Por isso que esse melhoramento é tão importante para esse grão e, pensando nisso, nosso projeto quer trazer para o Cerrado, dos Chapadões, uma soja mais específica”, diz. O experimento foi realizado nos dias 12 e 13 de outubro de 2019, com o plantio de 200 populações de soja, das quais quatro foram selecionadas de acordo com as características de precocidade e produtividade. Saiba mais aqui. Texto: Paula Pimenta


Entre guloseimas e telas: comportamento alimentar de adolescentes de Campo Grande

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O excesso de peso cresce no Brasil em todas as faixas etárias e isso acontece também na faixa dos 10 aos 19 anos, em especial pelos fatores de risco como sedentarismo e alimentação inadequada. Essa constatação é feita pela acadêmica de Nutrição Fabiane Neiva, que no Integra apresentou o trabalho “Entre guloseimas e telas: comportamento alimentar de adolescentes de Campo Grande, MS”, orientado pela professora Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva (Facfan). O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o comportamento alimentar entre adolescentes de Campo Grande (MS). “Este é um estudo transversal, descritivo, que faz parte das ações da Liga Acadêmica Multidisciplinar em Saúde do Adolescente da UFMS. Foi uma mostra por conveniência que envolveu estudantes de uma escola estadual e um projeto social. Foi utilizado um questionário de frequência alimentar adaptado para pesquisar justamente sobre o consumo de alimentos considerados não-saudáveis, como refrigerantes e guloseimas”, explica a estudante. Na pesquisa também foi averiguado se esses adolescentes realizavam as refeições com os responsáveis, qual o consumo de água, atividade física e quais telas eles consumiam, como celulares, tablets e televisão. Os adolescentes foram pesados e tiveram a altura conferida para a classificação de IMC. Foram acompanhados 43 estudantes, entre 11 a 18 anos, sendo 60,5% do feminino e 39,5% do masculino. Pelo menos 32,5% dos adolescentes apresentaram excesso de peso, sendo maioria no sexo masculino. Os resultados apontaram que o consumo frequente de fast food é baixo, porém mais da metade consome sempre ou quase sempre alimentos ricos em açúcar. Quase um terço consome refrigerantes e embutidos todos ou quase todos os dias. A ingestão hídrica foi abaixo de cinco copos por dia para 46,5% dos adolescentes. A maioria faz refeições com a família e 79,1% realizam atividade física. 81,4% dos adolescentes consomem mais horário de tela do que as duas horas recomendadas, sendo 32,56% mais que dobram esse período e o celular é a tela preferida para 60,5% da amostra. “De acordo com os pesquisadores, todos os resultados sugerem a adoção de medidas educativas dentro do ambiente escolar que vão garantir que os adolescentes possam crescer com hábitos saudáveis e prevenir as doenças crônicas no futuro”, diz Fabiane. Saiba mais aqui. Texto: Paula Pimenta


Modo de vida de pescadores de iscas vivas é investigado em estudo

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O projeto de pesquisa ‘Pescadores de iscas vivas: novos arranjos sociais e do trabalho no pantanal de Mato Grosso do Sul’ apresentado no Integra UFMS, e realizado pelo acadêmico de Ciências sociais Danilo Cezar Santos, objetiva analisar as transformações na criação de iscas vivas, na comunidade Passo da Lontra, no munícipio de Corumbá, no Pantanal Sul-Matogrossense. A pretensão do trabalho, de acordo com o estudante é “investigar o modo como o fluxo do turismo na região, associado a uma legislação cada vez mais restritiva em relação a pesca profissional e esportiva nos rios pantaneiros tem interferido na organização do trabalho e no cotidiano dos pescadores de iscas que residem nesta região”, declara. O trabalho tem enfoque antropológico, e para a colher os dados o estudante foi a comunidade, em 2019, e em formato de conversas com os trabalhadores, e residentes buscou-se levantar como é o cotidiano local. Por conta da pandemia do coronavírus, foram utilizados outros meios para a continuidade da pesquisa, sem a interação pessoal com os moradores da localidade. Texto: João Barbosa Marques – Estagiário de Jornalismo


Pesquisa apura relação do uso de serviços odontológicos em adolescentes com fatores socioeconômicos

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Entre um dos problemas de saúde que mais atinge a população estão as doenças bucais, estima-se que mais de 3,5 bilhões de pessoas são afetadas por estas no mundo todo. Tentando entender se há alguma relação entre a procura de serviços odontológicos por adolescentes com alguns aspectos como o socioeconômico, a discente do curso de mestrado em saúde da família Danieli Laguna Francisco desenvolveu o projeto ‘Fatores associados ao uso de serviços odontológicos em escolares de 12 anos de idade no estado de Mato Grosso do Sul’. A pesquisa considerou a cobertura estratégia saúde da família/equipes de saúde bucal, e entre os fatores utilizados na pesquisa estão o de serviço usado, motivo do uso, frequência de consumo de alimentos não saudáveis, status socioeconômico, e características individuais. E os resultados da pesquisa revelaram que entre os 615 participantes, 74% procurou atendimento odontológico nos últimos 3 anos, e que a procura por prevenção foi a menor. Quanto aos fatores socioeconômicos o trabalho revela que estudantes que os pais possuem maior escolaridade, utilizaram os serviços odontológicos com maior frequência, e autodeclarados brancos estão utilizaram mais os serviços privados e preventivos. Texto: João Barbosa Marques – Estagiário de Jornalismo


Pesquisa aponta para mapeamento geológico detalhado em Aquidauana

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O trabalho “Mapeamento Geológico do Município de Aquidauana” apresentado no Integra UFMS 2020, pelo acadêmico de Geografia Denilson Rocha dos Santos sob orientação da profª Dra. Elisangela Martins de Carvalho visa obter dados mais detalhados sobre o mapeamento geológico do município de Aquidauana. Para a realização do trabalho foram utilizados métodos de refinamento de escala, que consiste em analisar uma escala maior com um recorte menor da área, esse método aponta mais eficiência para a pesquisa. “Os mapas atuais possuem escala menor, e consequentemente, um recorte da área maior com poucos dados do meio físico, chegando a mascarar possíveis áreas de instabilidade”, explica o estudante. De acordo com o trabalho, o mapeamento geológico ou geomorfológico é de suma importância pois identifica áreas de instabilidade em resposta às modificações provocadas pelas atividades humanas. A fotogeologia, que consiste em identificar elementos geológicos expostos em fotografias aéreas, foi utilizada para a materialização da pesquisa. A técnica permitiu identificar quebras positivas e negativas e o comportamento da rede de drenagem. Confira a pesquisa clicando aqui. Texto: Raissa Cruz – Estagiária de Jornalismo


Grupo de Pesquisa avalia principais espécies de peixes do Brasil

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Acadêmicos de Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), realizam pesquisa cujo objetivo é avaliar a curva de crescimento das principais espécies de peixes redondos do Brasil. Dentre as espécies estão o tambaqui, e as espécies híbridas tambacu (tambaqui x pacu) e tambatinga (tambaqui x pirapitinga). Sob a orientação do profº Doutor Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, a pesquisa ainda segue em andamento. Foram realizadas três fases para avaliar a curva de crescimento das espécies puras como o tambaqui e pacu e as espécies híbridas como o tambacu e tambatinga. “O que se tem aqui não deveria acontecer, de acordo com a literatura, em que o híbrido não representa um melhor desempenho que uma espécie pura”, explica o estudante Felix Antônio Oliveira de Souza na apresentação do Integra UFMS 2020. De acordo com a pesquisa, o Brasil teve uma produção de mais de 700 mil peixes no ano de 2019, e as espécies hibridas vem ganhando destaque devido à ausência de espécies nativas melhoradas geneticamente. Saiba mais aqui Texto: Raissa Cruz (Estagiária de Jornalismo)


Software de inteligência artificial ajuda na detecção do câncer de mama

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É importante que o diagnóstico de doenças como o câncer sejam diagnosticadas o mais cedo possível, para aumentar as chances de sucesso do tratamento e o estudante Rodrigo de Almeida Silva está trabalhando no desenvolvimento de software com técnica de inteligência artificial para apoio ao diagnóstico do câncer de mama. “A mamografia é o exame que permite descobrir o câncer em estágio inicial, com base nisso, buscamos desenvolver um algoritmo com base em inteligência artificial que pudesse utilizar uma rede neural previamente treinada para auxiliar o profissional de medicina durante o laudo”, conta Rodrigo. Foram utilizadas mais de mil imagens de mamografias para treinamento da rede neural e 359 imagens para a validação do diagnóstico. “Os resultados obtidos foram satisfatórios para a quantidade de recursos disponíveis”, afirma. Na apresentação do trabalho, o estudante indica que os resultados terão precisão ainda melhores em trabalhos futuros, com um banco de dados maior. A etapa que segue o treinamento da rede neural é o desenvolvimento do software, realizado em Phyton, e Rafael já apresenta alguns resultados dos testes realizados com o software. Assista aqui. Texto: Leticia Bueno


INTEGRA 2023

Realizado desde 2017, o Integra UFMS é o maior evento de Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo do estado de Mato Grosso do Sul. O objetivo é reunir em um só local o resultado das atividades ligadas a Programa Institucional de Bolsas da Iniciação Científica (Pibic), Programa Institucional de Bolsas da Iniciação à Docência (Pibid), Programa de Educação Tutorial (PET), Extensão Universitária (Enex) e Empresas Juniores da UFMS e a Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (Fetec-MS).

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